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Comunicado de Imprensa sobre o referendo em FYROM

A baixa taxa de participação do povo da Antiga República Jugoslava da Macedónia (FYROM) no referendo foi a questão essencial do processo eleitoral de ontem, pese embora o desfile de uma série de funcionários da NATO, EUA e UE por todo o país vizinho, para pressionar a aprovação do Acordo de Prespa e acelerar o processo de incorporação do país nas organizações imperialistas acima mencionadas.

Apesar da pressão internacional, a baixa participação num referendo com a questão “Sim ou Não à integração na NATO e na UE, aceitando o Acordo” demonstra que uma parte do povo de FYROM mantém uma posição negativa, ou, pelo menos, uma postura cautelosa em relação à chantagem de que a integração nessas alianças – que são inimigas dos povos – é o único caminho.

Os resultados do referendo expressam sobretudo as agudas contradições interimperialistas entre a NATO-EUA-UE, por um lado, e a Rússia, por outro, assim como a intervenção de forças nacionalistas.

O governo do SYRIZA-ANEL tem sido denunciado por promover – como porta-bandeira da NATO – a chantagem para um perigoso acordo ser aceite. Demonstrou mais uma vez que o cosmopolitismo não pode ser uma resposta ao nacionalismo; o cosmopolitismo tem a sua origem nos planos de expansão das alianças imperialistas e é o outro lado da mesma moeda.

A postura aventureira de Zaev, que, mais ou menos subtilmente, anunciou que ignorará a baixa participação no referendo, clarifica bem o que é a democracia burguesa. Não é a primeira vez que são feitas tentativas para reverter os resultados de um referendo que não são do agrado dos centros imperialistas. Sobre esta questão, o Sr. Tsipras pode oferecer um grande capital de experiência ao Sr. Zaev.

É evidente que, no período que se vai seguir, a pressão para que os dois povos aceitem o Acordo vai continuar, a fim de promover a integração euro-atlântica nos Balcãs ocidentais. As competições entre as potências que estão a transformar a ampla região num armazém de pólvora continuarão e intensificar-se-ão.

O KKE apela ao povo grego e ao povo de FYROM para forjarem a sua luta comum, em solidariedade e genuíno internacionalismo, contra o nacionalismo e o imperialismo, contra a NATO e a UE, os seus governos e partidos. Nestas condições, pode ser encontrada uma solução mutuamente aceitável, deixando de fora todos os fenómenos de irredentismo, com um nome compósito, com uma designação geográfica.

Atenas, 2018/10/01

O Gabinete de Imprensa do CC do KKE